Depois de quatro anos de muito trabalho à frente da Secretaria Municipal de Educação, Janet Thomas se considera realizada. “Eu cheguei ao fim do mandato com o sentimento de dever cumprido. Porque pegamos uma secretaria caótica, desestruturada e entregamos afinada, com toda estrutura pronta para continuar a apresentar resultados consistentes”, diz. 

Para Janet, o aumento no índice geral do INDEB em 2016 é um bom exemplo do que foi feito. “O importante não é que o índice cresceu como um todo mas que houve diminuição nas diferenças das notas entre as escolas municipais”, observa. Segundo ela, das 19 escolas que estavam com notas abaixo de seis, 11 ultrapassaram esse marco. “Dar equidade na qualidade de ensino era um dos nossos principais objetivos. O aluno do União da Vitória tem hoje mesma qualidade de ensino do aluno do Jardim Guanabara, por exemplo”, aponta.

Isso só foi possível a partir do diagnóstico pedagógico feito com a prova sistêmica, diz. Segundo ela, todos os alunos do 1º. ao 5º. ano – 24.466 estudantes – são submetidos a avaliações a cada seis meses. “Cada prova avalia o conhecimento do aluno na fase em que está. Por exemplo, os alunos do primeiro ano devem saber tais coisas, ser capazes de fazer outras tais e assim por diante. A partir das dificuldades identificadas, fomos trabalhando os reforços”, aponta Janet.

A prova sistêmica serviu, por exemplo, para identificar casos específicos: os alunos tinham dificuldades em fazer operações matemáticas com horas. “Quando fomos trabalhar aquilo com os professores, percebemos que eles também tinham a mesma dificuldade. Aí fomos trabalhar na formação do professor”, conta.

A secretaria também investiu em trabalho preventivo: contraturnos para 1º. e 2º. anos, para garantir aprendizagem desde o início, e mais de mil horas aplicadas na formação de professores, além da escola de gestores. “A escola de gestores é uma inovação que garante a qualidade e o trabalho conjunto do diretor com o coordenador pedagógico”, explica.

Tudo isso refletiu na taxa de evasão, que caiu 0,56%, em 2012, para 0,14%, em 2016. A taxa de reprovação também caiu, passando de 4,39% em 2012, para 3,05%, em 2016.

“Deixamos a estrutura pronta. Escolas adequadas, reformadas. Novas 78 salas de aula que foram criadas por caucionamento (quando empresas são obrigadas a construir para compensar impactos na vizinhança) e que estavam engavetadas; fim da fila de espera para crianças de quatro e cinco anos nas CMEIS, enfim, o trabalho de estruturação pronto”, aponta.

Quanto à fila de espera para crianças de 0 a 3 anos, Janet lembrou o crescimento assustador por conta da crise econômica nacional. “Em 2012, a fila era de 4.200 crianças, incluindo as de 4 e 5 anos. Em julho de 2016, 5.200 esperavam uma vaga. Em novembro, eram 8.700”, conta. Um programa desenvolvido em conjunto com a Prefeitura, Ministério Público e Defensoria Pública, levou à Secretaria de Educação a instituir o meio período nas CMEIs, criando as vagas necessárias e zerando a fila de espera. “Os alunos que já estavam em período integral permanecem nesse sistema. Os novos serão atendidos de manhã ou à tarde”, explica.

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